Preocupação com volume de chuva no cultivo de trigo

Depois da chuvarada que causou erosão e levou consigo nutrientes do solo no início do mês e no final de junho, as últimas semanas de tempo seco no Estado haviam sido fundamentais para o desenvolvimento do trigo.

Em viagem pelo Interior, o engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, técnico da Emater, diz que viu áreas restabelecidas no caminho entre Três de Maio e Santa Rosa, no Noroeste.

– O período de sol das últimas semanas foi bastante favorável – afirma Rugeri.

Nesta quinta-feira, a Emater divulga novo balanço do andamento da safra gaúcha de inverno.

A volta da chuva traz de volta uma pontinha de preocupação. As precipitações são normais e necessárias para o desenvolvimento do ciclo, mas o que pode trazer prejuízos são volumes significativos. Conforme Glauco Freitas, meteorologista da Fepagro, a previsão para esta quinta ainda é de chuva no centro e no norte do Estado, regiões produtoras de trigo.

Levantamento da assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado mostra que, para chegar a uma safra de grãos recorde em 2014, considerando dados do IBGE – que usa como base o ano calendário e não o ano safra –, o Rio Grande do Sul precisa ter produção de ao menos 2,774 milhões de toneladas de trigo. Sem esse volume, nem o resultado da soja no verão salva.

Para complicar ainda mais a equação dos produtores dessa cultura, dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo, mostram que o preço do cereal segue caindo porque a demanda está fraca.

Na nova safra, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento era de ampliação de 34% na oferta. Mas isso depende de ganho de produtividade de cerca de 56% das lavouras paranaenses, conforme a análise do Cepea.

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